Para quem achava que a piscina da Rosada era legal...ficou mirim depois dessa!
entrei na nova era!

Estou me sentindo ultra-moderna porque agora sei utilizar o twitter E o google reader! pasmem!
Tudo por causa da boa vontade da Ana Estela, editora de treinamento da folha. Ela fez dois tutoriais, um para o twitter e outro para o google reader.
Só resta saber o que fazer com isso.
Vem você também!
I'm here to recruit you
Já ouviu falar em Harvey Milk? Eu também não tinha, até que assisti ao novo filme de Gus Van Sant, Milk- A Voz da Igualdade, que estreia essa sexta-feira (20) . Milk foi o primeiro político assumidamente gay a assumir um cargo político nos EUA, no caso o de supervisor da cidade de São Francisco, representando o condado de Castro.
O filme é uma cinebiografia do ativista, que é interpretado brilhantemente por Sean Penn (que concorre ao Oscar). É um documento histórico, que mistura cenas documentais, com reproduções e uma pitada de drama.
Como Elefante, do mesmo diretor, Milk é a história sobre uma morte anunciada. O supervisor Harvey Milk e o prefeito de São Francisco George Moscone foram assassinados pelo também supervisor Dan White dentro da prefeitura da cidade. O roteiro, nomeado para o Oscar, é de Dustin Lance Black, um jovem roteirista e diretor do Texas também homossexual e que se inspirou no documentário The Times of Harvey Milk, de Rob Epstein, vencedor do Oscar de melhor documentário em 1984.
Para quem, como eu, ficar tocado e totalmente surpreendido pela história de Milk, uma pessoa muito bacana colocou no You Tube o documentário inteiro, The Times of Harvey Milk, dividido em dez partes. Nele é possível saber com muito mais detalhes a vida de Milk, e inclusive ver o quanto roteirista e diretor se inspiraram no filme, utilizando ou reproduzindo cenas nele presentes. No doc também dá para ter mais certeza de como Sean Penn ficou parecido com Milk, tanto fisicamente quanto nos trejeitos.
O filme de Gus Van Sant começa com Harvey gravando seu depoimento para ser ouvido "only in the event of my death by assassination". Constantemente ameaçado, Milk sabia que isso acabaria acontecendo.
Apesar de triste, saí otimista do filme, principalmente porque Milk pregava sempre em seus discursos a esperança. Em um deles ele diz:
"The only thing they have to look forward to is hope. And you have to give them hope. Hope for a better world, hope for a better tomorrow, hope for a better place to come to if the pressures at home are too great. Hope that all will be all right. Without hope, not only gays, but the blacks, the seniors, the handicapped, the us'es, the us'es will give up."
Mas, quando cheguei no trabalho, abri um email da minha tia, que mora em Oackland, ao lado de San Francisco, sobre a Preposição 8. A Prep 8, se for aprovada, vai forçar o divórcio de 18 mil homossexuais que se casaram na California ano passado, entre eles, o das minhas amadas tias Monica e Yvania. O Supremo vai ouvir argumentos orais no dia 5 de Março e espera-se uma decisão nos próximos 90 dias.Pelo jeito não avançamos muito, não é mesmo?
Veja aqui a campanha anti-prep 8, dando rosto aos casais
"Fidelity": Don't Divorce... from Courage Campaign on Vimeo.
O video mostra a cara de centenas de pessoas que se casaram. Meu deus, será que esse maldito Ken Starr e todos os conservadores não se tocam que o que importa é o AMOR!?
Don't divorce them!!!!!
Unknown Legend
She used to work in a diner
Never saw a woman look finer
I used to order just to watch her float across the floor
She grew up in a small town
Never put her roots down
Daddy always kept movin, so she did too.
Somewhere on a desert highway
She rides a harley-davidson
Her long blonde hair flyin in the wind
Shes been runnin half her life
The chrome and steel she rides
Collidin with the very air she breathes
The air she breathes.
(...)
Tô amando essa música, ainda mais porque ela aparece na trilha sonora de O Casamento de Rachel, um, como disse minha amiga Tulipa Ruiz, world movie, de tanta world music que aparece por lá. E como eu adoro esse negócio chamado world music não consigo parar de escutar a trilha.
O diretor Jonathan Deeme (de O Silêncio dos Inocentes) deu uma especial atenção para a trilha sonora. A musica era tão presente, quem em uma das cenas presentes no filme, Rachel (Rosemarie DeWitt) discute com Kym (Anne Hathaway), sua irmã ex-viciada em drogas e protagonista do filme, enquanto, lá fora, os amigos tocam musica. Numa mistura de vida real com ficção, Anne Hathaway se irrita e pede então para os músicos pararem. E nao é que funciona? Gosto desse clima de improviso e simplicidade num filme que na verdade é bem complexo e te deixa tenso o tempo inteiro, com algumas pitadas de sarcasmo vez em quando.
Os músicos são de fato personagens, a começar pelo marido de Rachel, Sidney, que é interpretado por Tunde Adembipe, vocalista da banda nova iorquina TV On The Radio e que na cerimônia canta a capella para a noiva Unknown Legend, de Neil Young. É de chorar! Como se fosse uma prima sua casando com um cara mega legal e romântico. Também quero! (fora que o casamento era todo em temas indianos, a decoração linda e as roupas das madrinhas e da noiva também)
A world music marca presença: tem reggae, tem samba (tocado pelo brasileiro-que-mora-nos Eua-há-anos Cyro Baptista), tem jazz e até o filho do diretor, Brooklin Deeme, toca guitarra em duas canções. Tem o músico britânico Robyn Hitchcock (o da foto), que eu não conhecia e no filme aparece cantando America e Up To Our Nex, essa última feita especialmente para o filme.
Ouça no site oficial do filme a trilha sonora completa. (Em Media, clique em Soundtrack)
A Grande Indústria

Tô louca pra ler O Grande Filme - Dinheiro e Poder em Hollywood, de Edward Jay Epstein, que saiu ano passado pela Editora Summus.
Uma das frases que me deixou mais curiosa é a seguinte, dita por um executivo do cinema e que eu li no blog do Pedro Alexandre Sanches:
"o 'segredo' para uma cadeia de multiplexes bem-sucedida está naquela porção de sal acrescentada à pipoca."
A pergunta que fica é, e a pilha de livros da estante que ainda não comecei a ler? rssss

